Posts Tagged ‘medalha de bronze’

Bromeamos los hermanos

agosto 19, 2008

Perder da Argentina nunca é bom, poderia dizer um torcedor mais fanático. Mas isso é uma opinião do calor do momento, incorreta. Retruco e digo que perder para a Argentina quando estamos armando uma armadilha é ótimo.

Com uma atuação convincente, o Brasil deixou os argentinos fazerem 3 a 0 ao natural e partirem para a final, onde certamente perderão da Nigéria e amargarão a prata.

Por outro lado, os comandados de Dunga estarão no jogo que realmente vale muito – a decisão do terceiro lugar. Nosso técnico mostrou controle do time em todos os momentos, inclusive forçando a expulsão de Lucas e Thiago Neves, quando a equipe esboçava uma reação.

Nosso adversário será a Bélgica, que espertamente tomou 4 da Nigéria. Já vencemos eles na primeira fase e temos a obrigação, como país do futebol, de repetir a atuação.

Como disse Walter Casagrande na copa de 2002: “que venham os bélgicos”.

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A força da Armênia

agosto 17, 2008

Enquanto o Brasil usa seus músculos no Judô, os armênios garantem bronzes em outras provas de força. É assim que nossos inesperados rivais vêm realizando uma campanha impecável nos jogos de Beijing, com 5 bronzes e nenhuma prata.

Três destas medalhas vieram no levantamento de peso masculino, sendo duas delas por atletas chamados Tigran Martirosyan, os homônimos do bronze. A força bruta continua ajudando os caucasianos na luta greco-romana, com triunfos de Amoyan e Patrikeev.

Brasil e Armênia lutam medalha a medalha por posições no quadro de bronze desde o inicio da olimpíada, no momento estamos atrás, mas pelo menos bem na frente da Argentina.

Lágrimas no cubo de água, lágrimas nos corações de Gelo.

agosto 14, 2008

Lágrimas em Beijing, lágrimas no Brasil.

Aos que acham que o Bronze Brasil é um site de piadas ou irônico, peço um minuto de atenção. E peço mais, peço que me digam se não se emocionaram com a prova de César Cielo nos 100m livres, instantes atrás. Vou pedir que me afirmem, sinceramente, que este bronze não vale ouro.

Conseguem?

Na prova mais concorrida, mais famosa e glamurosa da natação, surge um brasileiro. Um atleta que, braçada a braçada, deixa pra trás a falta de apoio ao esporte nacional. Um herói que milímetro a milímetro carrega o peso de uma natação que luta contra verdadeiras máquinas de fazer campeões. Existe cor ou metal para esta medalha?

Eu digo que não.

Essa medalha é emblemática. Veio enquanto todos esperavam ainda acordados, atentos ao que acontecia em Beijing. É um pódio que diz a nós todos que é possível ser um vencedor entre os vencedores, seja com 10 medalhas de ouro ou com um bronze dividido com outro atleta.

Foto: g1.com.br

Parabéns, César! Esta madrugada o Brasil está um pouco menos no inferno e mais ao Cielo.

Bronzix

agosto 13, 2008

Não é só em Pequim que milhões estão sendo investidos para garantir aos atletas de todo o mundo o sonho do bronze. Também na França muito dinheiro foi gasto para assegurar a esportistas já consagrados o direito de ir ao lugar mais honrado e menos elevado do pódio. Lançado no Brasil no já divulgado 08.08.2008, o filme Asterix nos Jogos Olímpicos traz no seu elenco uma equipe de atletas que nunca desistiram de alcançar o tão sonhado bronze olímpico. O piloto Michael Schumacher, a tenista Amélie Mauresmo e os jogadores (de futebol e basquete) Zinédine Zidane e Tony Parker formam a equipe dos que cansaram do primeiro lugar e agora correm atrás do prejuízo.

E correm mesmo. Schumacher, que interpreta o Schumix, defende a escuderia italiana Ferrari numa corrida olímpica de carruagens – chance única de ganhar um prêmio relevante dada ao alemão heptacampeão  mundial de fórmula 1.

Schumix - O aposentado Schumacher correndo contra o tempo em Asterix nos Jogos Olímpicos

Segundo a distribuidora do filme no Brasil, a data de lançamento foi escolhida a dedo. “Asterix nos Jogos Olímpicos foi às telas na França em janeiro, mas no Brasil resolvemos lançar junto com as olimpíadas para mostrar ao público a importância do bronze nos jogos e estimular nossos suados atletas”, informou. O filme, terceiro da série e bronze por excelência, pode ser visto nas salas de cinema de todo o país – é só ver e aprender. É Bronze, Brasil!

Tiago Camilo no caminho do bronze.

agosto 12, 2008

Boas novas! Tiago Camilo acaba de ser derrotado por um alemão e está oficialmente na luta pelo terceiro bronze brasileiro no judô. No quadro de medalhas do esporte, será fundamental uma vitória de Camilo, que colocaria o Brasil como maior bronzista da competição – ultrapassaríamos o Japão, que também tem 2 bronzes nos tatames de Beijing.

O que quero celebrar nesta madrugada é a sabedoria oriental. Num torneio como este, ganhar o ouro é muito mais simples que ficar com o bronze. Para ser terceiro, você precisa usar a experiência para perder na hora certa e passar por uma repescagem duríssima e cheia de lutas extra. Já para ter o ouro, basta vencer todos – coisa que não nos serve. Parabéns aos japoneses que criaram este regulamento.

Estamos aqui, acompanhando nossa esperança de bronze até o amanhecer ai no Brasil. Fica com a gente?

Dois bronzes sem tirar.

agosto 11, 2008

Mal deu tempo de estourar o champanhe! O Brasil é bronze de novo em Beijing.

A conquista foi de Leandro Guilheiro, na categoria peso leve, derrotando o iraniano Ali Malomat por ippon em apenas 23 segundos. É o segundo bronze olímpico de Guilheiro, resultado que o coloca, sem sombra de dúvida, como o maior atleta brasileiro da história olímpica.

O judoca optou por perder para um campeão mundial, disfarçando o que todos sabemos: foi de propósito.

Na repescagem, quando a coisa era pra valer mesmo, Guilheiro não deu chance aos adversários, derrotando um a um com ippons e waza-aris diversos. Agora é abraçar a bandeira, beijar o técnico e subir o degrau único do terceiro lugar.

Lugar duplo, aliás, já que o Judô distribui dois bronzes por categoria. A outra ficou para um atleta do Tadjiquistão, que tinha um técnico igual ao felipão.

Atletas prontos para “acertar no caramujo”

agosto 7, 2008

Como manda a tradição, a primeira medalha dos jogos sairá já no dia da abertura, com uma prova de Tiro Esportivo. E o Brasil está no páreo! Vale lembrar que foi nessa modalidade que conquistamos nosso primeiro bronze, na olimpíada de 1920, com o lendário Afrânio da Costa – o Billy the Kid de Macaé.

Dessa vez, o legado de defender nossa nação está nas cartucheiras de Julio Almeida e Stenio Yamamoto, que vão competir na pistola de 10m – sendo 10 metros a distância do alvo, e não o tamanho da pistola, como poderiam imaginar alguns.

Circulando!

Um país que gasta tanta munição no seu dia-dia pode ter um desempenho melhor no tiro. Opinião corroborada pelo técnico da equipe, que garante que as dificuldades são muitas, mas temos chances: “é uma prova muito difícil, acertar na mosca não adianta quando se quer o terceiro lugar. O macete é acertar de raspão no alvo, milimetricamente desviado do centro, o que os atiradores mais vividos chamam de acertar no caramujo”.

Se depender da disposição da dupla e do treinador, já estamos com o bronze engatilhado.