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Esse blog vale bronze

agosto 25, 2008

Assim como nossos atletas nos jogos de Pequim, chegou a hora da equipe do Bronze Brasil se despedir. A diferença é de nós você vai ouvir falar antes dos próximos jogos. Como poderá ver, todos temos projetos pessoais e ficaríamos bem felizes com sua audiência.

Quanto a nossa equipe olímpica, não chegamos nos 10 bronzes, mas vá lá. Mesmo assim, nossas 8 medalhas representam o segundo melhor desempenho da história, só perdendo para os jogos de Atenas. Conseguimos reverter uma queda no número de bronzes – em 2000 tinham sido 6, em 2004 apenas 3.

Agora é melhorar numas modalidades, piorar em outras e correr para o abraço nos jogos Londres 2012. E assim mostrar para o mundo todo, de novo, que no Bronze a gente é Ouro. E nós estaremos lá!

Obrigado a todos que nos linkaram, que comentaram no blog e que indicaram para seus amigos – suas palavras nos davam força para continuar cada madrugada e foram decisivas para nos tornar um sucesso na internet – foram mais de 130 mil visitas únicas em duas semanas de jogos!

Amamos vocês! E sei que falo em nome de toda equipe.

Eduardo Menezes.

:~

* * Continue acompanhando nossa equipe diariamente * *

Eduardo Menezes – Publicitário, escreve em A Vida Mata a Pau.

Natália Dantas – Jornalista, escreve em Lero-Lero.

André Schröder – Jornalista, escreve no Moderninho.

Felipe Anghinoni – Publicitário e professor, escreve no blog da escola de criação Perestroika.

P.S.: um agradecimento especial aos amigos Pinho Fornari e Everson Klein, que fizeram as artes das tabelas apresentadas aqui.

Para saber de novos projetos e contato, escreva pra gente: bronzebrasil2008@gmail.com

Te vejo pegando um bronze no subway!

 

 

Fazendo as malas

agosto 25, 2008

Pois é, não deu. Não deu para chegar nos 10 bronzes. Infelizmente.

O lado bom é que o Bronze Brasil aconteceu. Aconteceu como movimento. Como filosofia. Com muita adesão. O Bronze Brasil repercutiu na mídia. Saiu no Estado de São Paulo, no Jornal do Brasil, na VIP, no blog do Leão Lobo. Saiu no blog da galera, que aderiu e acompanhou de perto, passo a passo, centímetro a centímetro, cada disputa pelo bronze. Olhem, por exemplo, que legal o post que saiu no blog da Perestroika. Ou a poesia que esse cara fez.

Isso quer dizer que a briga pelo bronze só está começando. Temos as para-olimpíadas. A Fórmula 1. As copas do mundo de diversos esportes. O Pan de 2011. A gente ainda tem muito bronze para conquistar antes de Londres 2012.

E queremos você, garota ou garoto bronzeados, brasileiros natos, poetas enrustidos, guerreiros de plantão, travecos de Ronaldos, ao nosso lado. Estamos preparando o nosso post de encerramento. E também nos preparando para apresentar a equipe de bronze que estava por trás desse blog relativamente interessante.

A nossa equipe está preparando muitos outros projetos. Que não terão necessariamente a ver com esporte. Com China. Com Olimpíadas. Mas que certamente não serão primeiro ou segundo lugares de nada. Porque a filosofia do bronze é uma filosofia maior do que o esporte. É uma filosofia de vida. “Sejai terceiro na vida. Sejai terceiro, mas sejai feliz.”

Se você quiser acompanhar os novos projetos da staff Bronze Brasil, mande o seu e-mail para bronzebrasil2008@gmail.com. Prometemos que não vamos usar este mailing para publicidade. Só queremos manter vocês atualizados, recebendo em primeira mão as informações sobre nossas novas iniciativas.

Agora, vou terminar de arrumar minha mala, porque tenho que chegar cedo no aeroporto e o trânsito aqui em Pequim está uma loucura.

Passa a régua

agosto 24, 2008

Com o desempenho regular de nossos atletas na maratona, está encerrada a conta de bronzes brasileiros na olimpíada. Agora só resta a pouco importante final do vôlei masculino com a participação do Brasil, onde na melhor das hipóteses ficamos com um ouro desinteressante e na pior com a prata vergonhosa.

Foram 8 bronzes ao todo, melhor resultado desde os jogos de Atlanta, em 1996. Nossas chances de igualar no último dia de competição durou pouco, enquanto Marilson se manteve no pelotão de elite da maratona.

Segundo informações exclusivas apuradas por nossa reportagem, o Padre Marcelo Rossi já estava posicionado perto da chegada para interferir em favor de nosso atleta – barrando um adversário que estivesse em terceiro ou até mesmo o próprio brasileiro, se estivesse na frente. Mas este recurso não foi usado, já que Marilson pisoteou nossa ultima chance de bronze ao abandonar a prova no quilometro 25.

Marcelo Rossi estaria posicionado para derrubar opositores - também foram sondados Henry Sobel e Edir Macedo para a tarefa.

Agora temos uma semana pela frente, para analisar nosso desempenho e calcular o futuro. Permaneçam ligados no Bronze Brasil.

Chute na hora errada e Bronze para quem merece

agosto 23, 2008

Cubano se irrita com a perda do Bronze, mas quem quase perde a cabeça é o juiz sueco. Lutador mostrou que não é digno do terceiro lugar. (Foto: Terra)

A pressão sobre os atletas olímpicos é grande. A alegria de representar uma nação é acompanhada de grande responsabilidade e a expectativa de conquistar uma medalha de Bronze pode alterar de forma sombria o brio dos competidores. No entanto, nem mesmo a decepção com a perda da medalha bronzeada justifica atitude tão vergonhosa como a do lutador cubano Angel Valodia Matos.

Na decisão do terceiro lugar da categoria acima de 80kg do taekwondo, Matos vencia o combate diante de Arman Chilmanov, do Cazaquistão, por 3 a 2 quando sentiu uma lesão no pé, restando apenas sete segundo para o fim da rinha. O atleta teria um minuto para ser atendido antes de ser desclassificado, mas o árbitro central não deu o sinal avisando que o tempo estava se esgotando. O tempo acabou e o cubano perdeu a terceira colocação.

Movido pela fúria, o lutador deferiu um ponta pé certeiro na cara do juiz sueco Chakil Chelbat e ainda atingiu o peito de um dos juízes laterais com um soco. Poucos minutos depois, o agressor cubano e o seu técnico foram banidos pela Federação Mundial de Taekwondo (WTF) de todas as competições internacionais. Uma decisão acertada para alguém que não é digno de colocar o Bronze no peito. Parabéns ao Cazaquistão pela conquista!

Maratona e o “milagre bronzeado de Atenas”

agosto 23, 2008

O maior momento do esporte olímpico brasileiro. Com "ajudinha" divina, Vanderlei leva o Bronze.

É difícil classificar em ordem de importância as medalhas olímpicas brasileiras. Tivemos muitos Bronzes emocionantes ao longo de toda a história dos Jogos Olímpicos, conquistados por atletas diferenciados, persistentes, determinados e moderados. Atletas que ajudaram o Brasil a se consolidar como uma das nações fortes na briga bronzeada. Atletas que, com terceiros lugares inesquecíveis, disseram ao mundo que somos um país que sabe calcular, sabe manter a estratégia, sabe ser contido na hora certa, sabe ser Bronze de verdade.

No entanto, o que dizer de uma medalha de Bronze conquistada com uma “mãozinha” divina, recompensando milhões de corações cristãos que torcem apaixonadamente por nossos competidores? O que dizer de um terceiro lugar conquistado inesperadamente, quando todos já haviam perdido as esperanças? Existem coisas na vida que não conseguimos explicar com o rigor da ciência e, por falta de definição melhor, não precisamos nos envergonhar de dizer que fomos abençoados com um milagre bronzeado.

No último dia da Olimpíada de Atenas, em 2004, o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, na época com 35 anos, roubou as atenções do mundo inteiro ao ganhar a medalha de Bronze na maratona, a prova mais simbólica do atletismo. A tão sonhada medalha não chegou de forma habitual: forças mais fortes do que a mente e os músculos humanos colaboraram para o feito, numa das imagens mais impressionantes que o esporte já proporcionou.

Um pouco desconcentrado, Vanderlei liderava a maratona com uma vantagem de 30 segundos para o segundo colocado, o italiano Stefano Baldini. Perto do quilômetro 36 de prova, o milagre: um ex-padre fanático religioso irlandês chamado Cornellius Horan conseguiu entrar na pista e com mãos mágicas agarrou o brasileiro. Os torcedores que acompanhavam a maratona ajudaram a soltar Vanderlei no momento certo, depois que o italiano e também o norte-americano Meb Keflezighi haviam ultrapassado o brasileiro.

Na chegada ao Estádio Panathinaikos, milhares de pessoas aplaudiram de pé Vanderlei pela conquista do Bronze. O brasileiro comemorou a medalha com direito a aviãozinho, mostrando que mesmo em um dia ruim o sonho olímpico pode ser alcançado com fé e com o desconhecido.

Hoje, as ruas de Pequim serão palco de mais uma edição da maratona olímpica. E lá estarão três brasileiros para repetir a façancha de Vanderlei ao final dos 42,195 km de prova. Marilson dos Santos, José Teles e Franck Caldeira sabem que a nação aguarda um Bronze para fechar a Olimpíada de Pequim com alegria, para repetir uma das imagens mais lindas do nosso esporte olímpico. Que os religiosos fanáticos estejam de olhos abertos entre a multidão chinesa e que o terceiro lugar descanse em terras brasileiras por mais quatro anos.

Plantão – Bronze no Taekwondo!

agosto 23, 2008

Qual o sentido dos jogos olímpicos se não mexer com nossas emoções?

A cada prova, a cada conquista, a cada medalha, a cada momento especial vivemos um turbilhão de arrepios que nos iguala em sofrimento: atletas e torcedores.

E Natália Falavigna nos proporcionou momentos como estes, na madrugada de hoje. Ela que já tinha beliscado a sonhada medalha em Atenas, quando foi quarta, entrou no tatame para ganhar. E ganhou!

Perdendo na hora certa, na semi-final, nossa atleta foi para a decisão de terceiro lugar com postura de campeã. Estava estampado no semblante que aquele bronze seria dela – e foi uma surra. A atleta sueca não teve chances contra o ímpeto de nossa menina dos chutes bronzeados.

Natália se emociona com bronze. A tática de não bater na cabeça dos adversários deu certo. (Foto: G1)

Agora, para os que acham que fazemos piadas aqui no blog deixo uma pergunta: não devemos comemorar um bronze conquistado com esta garra?

Eu acho que devemos. Comemora, Brasil! Já são 8 bronzes, fôlego no nosso sprint rumo à meta.

Coxas bronzeadas: perfeição argentina no hóquei

agosto 23, 2008

Maradona se espanta com o talento bronzeado das atletas argentinas. Festa quente garantida para comemorar a façanha. (Foto: globoesporte.com)

Mulheres exuberantes correndo com o stick na mão durante dois tempos de 35 minutos em busca de golos em um campo de 91 m de comprimento e 55 m de largura. Essa é uma descrição simples para explicar o hóquei feminino, esporte que poderia ser ainda melhor definido com a expressão “puro êxtase”.

A equipe da Argentina alcançou nesta sexta-feira o bi-Bronze olímpico, marca para ser invejada por qualquer atleta. As leonas (gatas quentes, em espanhol), repetiram a grande campanha dos Jogos de Atenas e voltam para casa com a medalha que melhor combina com a cor das suas coxas.

Após uma semifinal extraordinária, com derrota controlada sobre a Holanda, as castelhanas venceram a Alemanha por 3 a 1 e explodiram de alegria no Estádio de Hóquei, levando milhares de marmanjos ao delírio no mundo inteiro. Maradona, que de bobo não tem nada, não perdeu a chance de assistir ao grande momento bronzeado do esporte olímpico argentino. Uma festa bonita para apagar o deslize no futebol. Um Bronze para servir de exemplo a um país ainda resistente em chegar ao terceiro lugar do pódio. Continuem assim, leonas argentinas, e voltem ainda mais bronzeadas para Londres 2012.

Panorama bronzeado

agosto 22, 2008

Faltando pouco mais de 2 dias para o fim dos jogos, nossa meta de 10 bronzes parece distante. Mesmo assim, vale reverenciar nossos atletas que fizeram jus aos anos de treinamento e faturaram o lugar mais baixo do pódio até agora.

Estréiam na nossa galeria a dupla Ricardo e Emanuel, além de Dunga – representando o futebol.

Atualizando também o quadro de medalhas, temos uma evolução notável numericamente falando. O problema é que no final da olimpíada todas nações correm feito loucas atrás dos bronzes que faltam, e esse crescimento em bloco nos mantém na 13ª posição.

Dunga herói: o gênio tático de alma lavada

agosto 22, 2008

Dunga conversa com os jogadores do Brasil restando 1 minuto para o bronze. (Foto: Terra)

Quando Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, assumiu o comando da Seleção Brasileira no dia 24 de julho de 2006, poucos acreditavam que o futebol brasileiro poderia colher frutos tão carnosos em tão pouco tempo. Na estréia como técnico canarinho – um empate em 1 a 1 diante da Noruega – ele anunciava que no comando do time agora estava alguém abençoadamente contido.

Galvão Bueno já disse milhares de vezes que a Seleção tem 180 milhões de treinadores, mas a verdade é que poucos conseguem tornar bronzeadamente limitados os melhores jogadores do mundo. Dunga é um desses técnicos predestinados, de pulso firme com suas convicções. Um homem que acaba de entrar para a história do esporte nacional, consagrado com o Bronze olímpico no peito e líder de uma geração de medalhistas que não esqueceremos jamais.

A vitória arrasadora diante da Bélgica na manhã de hoje teve um sabor duplo: além do sétimo bronze brasileiro garantido, Dunga e seus garotos de Bronze deram um tapa na cara dos argentinos, que terão o fardo de brigar diante de nigerianos em uma final pouco expressiva.

O bom futebol apresentado hoje, mais do que simplesmente garantir o terceiro lugar, mostrou o controle que o time brasileiro teve no duelo diante dos hermanos, quando soube parecer desconectado desde o goleiro até o atacante banheirista. O Brasil mostrou que o caminho do bronze não passa pelas jogadas bem articuladas do ataque argentino. Para o bronze, amigos, é preciso muito mais do que isso.

Os jogadores brasileiros voltam para casa (Europa) de ego inflado, respaldados por um treinador agora sim campeão. A imagem de Dunga levantando a Copa do Mundo em 1994 ficará para trás. O olhar compenetrado do comandante observando a comemoração argentina será o símbolo dessa geração. Uma imagem para abrir e fechar a retrospectiva global de 2008. Parabéns, Dunga! Jamais ousaremos contestar o seu trabalho novamente. Volte para casa em paz, herói!

Tragédia medida em centímetros. Fica para 2012!

agosto 22, 2008

Maurren Maggi se desespera após saltar 7,04m e ver o sonho bronzeado ficar distante. (Foto: globoesporte.com)

Não podemos jogar todo o peso da decepção em cima de Maurren Maggi. Favorita absoluta para conquistar o Bronze nos Jogos de Pequim, a atleta viu a portuguesa Naide Gomes e a russa Lyudmila Kolchanova (que ao longo dos últimos tempos vinham sempre fazendo marcas superiores) caírem antes da final, provocando uma mudança de tática repentina.

Com um descuido fatal e a impressionante marca de 7,04 m no primeiro salto, Maurren Maggi tentou incentivar as adversárias, queimou tentativas seguintes, mas não conseguiu mudar o seu destino. A russa Tatyana Lebedeva saltou 7,03 m e amargou a prata. Enquanto isso, com um salto preciso de 6,91 m, a nigeriana Blessing Okagbare se consagrou Bronze e entrou para a história dos Jogos.

Uma das últimas esperanças de medalha bronzeada brasileira voltará para casa com o ouro atravessado na garganta. As 32 anos, Maurren ainda acredita em uma nova chance na Olimpíada de Londres em 2012. Esperamos que os efeitos envelhecedores de quatro anos nos músculos da atleta sejam suficientes para conter o ímpeto vitorioso e premiar essa mulher que – vencedora até nos momentos mais difíceis – não deixará o sonho bronzeado desaparecer. Parabéns, Maurren! O Bronze fica para a póxima.

Branca de Neve e os 7 bronzes.

agosto 22, 2008

Ó Patria Amada
Bronzeada, Salve, Salve

A seleção canarinho nunca decepciona. Foi o sétimo bronze brasileiro.
E o placar, cabalístico. 3 a 0 nos bélgicos. Reprisamos o placar de quando passamos os argentinos para a próxima fase, na disputa do bronze olímpico.

Parabéns a Dunga e ao escrete brasileiro. Pelo menos, no que dependeu do futebol, igualamos a nossa marca de Atlanta, quando também ganhamos o bronze.

Aguarde em breve a resenha do jogo.

pelo menos nossas estrelas fizeram a sua parte no futebol.

Bronze: pelo menos nossas estrelas fizeram a sua parte no futebol.

Agora, as más notícias:
- Maurem Maggi deixa o bronze escapar e conquista mais um ouro para o Brasil;
- Giba e companhia fazem jogam com displiscência e permitem que Itália avance para a disputa de bronze. A final será com os americanos.
- No revezamento 4×100, quase deu. Ficamos em quarto lugar

São 3 perdas importantes. Com essas 3, fecharíamos 10.
Difícil saber se ainda há motivos para comemorar.

Uma pontinha de alívio no final de um sonho ruim.

agosto 22, 2008

No futebol, existe o gol de honra. O gol daquela equipe que está perdendo, sim. Mas que mantém a sua dignidade. Que diz: “Perdi, mas fiz a minha parte bem feito. Infelizmente, no entanto, meu adversário foi melhor”.

Pois podemos dizer com tranqüilidade na mente e serenidade no coração que Ricardo e Emmanuel fizeram o gol de honra do Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim. No momento em que o sonho do recorde olímpico, que o sonho das 10 medalhas de bronze começa a esmaecer. No dia em que o Brasil desperdiça 4 chances claras de bronze. No dia em que o Brasil amarga duas medalhas de prata. Quando a auto-estima de um povo torna-se etérea como água e que o sonho começa a se transformar em pesadelo, a dupla brasileira do vôlei de praia conquista mais um bronze. O 6º bronze brasileiro.

O bronze que mostra que a chama da nossa raça brasileira ainda queima. O bronze que mostra que a pira ainda está acesa, como carvão em brasa, no fundo de nossos corações.

Estamos longe dos 10 bronzes. Mas a esperança se renova, mesmo que ainda discreta.

Que o bronze de nossos meninos anuncie um mar de otimismo e pensamento positivo. E que toda essa energia ilumine a nossa seleção de futebol que em poucas horas entra em campo para disputar mais um bronze olímpico para o Brasil.

A Ricardo e Emmanuel, nosso muito obrigado. Que os Deuses do Olimpo e da democracia estejam com vocês.

Plantão – Aleluia!

agosto 22, 2008

FINALMENTE saiu o sexto bronze brasileiro nos Jogos de Beijing!

Depois do trágico dia de ontem, com pratas e derrotas, a genial dupla Ricardo e Emanuel nos alegra com a conquista do terceiro lugar no vôlei de praia. Os jogadores mostraram que os anos de sol e praia não foram em vão e bombardearam a Georgia, dos também brasileiros Jorge e Renatão, com mais violência do que a força aérea russa.

A dupla, que em olímpiadas passadas já amargou uma prata e um ouro, finalmente conseguiu colocar um bronze no peito e agora já faz parte do hall dos atletas maiores.

"Perdemos para poder ganhar" - Ricardo comemora com Emanuel o Pacto pelo Bronze

Valeu, meninos! Agora faltam só quatro.

Ícone Olímpico: nervos de aço, coração de Bronze

agosto 21, 2008

Ícone em ação: seis Bronzes e o reconhecimento do povo russo

Atlanta em 1996 e de Sidney em 2000 foram palcos da consagração do maior nome dos Jogos Olímpicos de toda a história. Com nada menos que seis medalhas de Bronze, o ginasta russo Alexei Nemov conquistou o posto de maior ganhador de terceiro lugar olímpico. Nem mesmo as escorregadas que o fizeram ganhar quatro ouros e duas pratas no mesmo período são capazes de manchar a glória alcançada. Esperamos que atletas como Nemov sejam imortalizados por suas façanhas e sirvam como exemplo para as futuras gerações bronzeadas brasileiras.

Vitórias e derrotas na hora errada

agosto 21, 2008
Sem o Bronze, brasileiras ainda tiveram que amargar a prata na final: vergonha e tristeza entre as atletas (Foto: Terra)

E não foi dessa vez… A Seleção Brasileira de futebol feminino repetiu falhas do passado na manhã de hoje e não conseguiu se livrar da estigma de “time que não sabe a hora de ganhar e perder”. Já são quatro participações olímpicas, com quatro semifinais disputadas e nenhum Bronze.

Nos Jogos de Atlanta, em 1996, as meninas do Brasil perderam de forma magnífica na semifinal diante da China, mas não conseguiram superar a Noruega na decisão do terceiro lugar e amargaram a posição fora do pódio, tão perto e tão longe do tão sonhado Bronze.

Quatro anos mais tarde, na Olimpíada de Sidney, a seleção repetiu o grande desempenho na semifinal e riu com a vitória dos Estados Unidos por 1 a 0. Na luta bronzeada, no entanto, nova decepção com a vitória da Alemanha por 2 a 0 e as mãos vazias na volta para casa.

Em 2004, as canarinhas não conseguiram repetir os bons desempenhos anteriores na semifinal e venceram a Suécia por 1 a 0, perdendo a chance de disputar o Bronze e tendo que jogar uma final pouco entusiasmante diante das americanas: perderam por 2 a 1 na prorrogação e aumentaram o fracasso olímpico.

Hoje, a imagem narrada por Galvão Bueno para milhões de brasileiros soava como déjà vu. Depois de fracassar na semifinal diante da Alemanha (ganhou por 4 a 1 depois de estar perdendo a partida) e ver o Bronze mais uma vez escapar, o time comandado por Marta e Cristiane caiu diante dos Estados Unidos na prorrogação por 1 a 0 e volta para casa com a prata amarga do fracasso.

É momento de repensar a estrutura do futebol feminino brasileiro. Hora de acertar os detalhes e projetar a futura conquista do Bronze em Londres 2012. Time nós já mostramos que temos para isso: pena que às vezes bom de mais e outras bom de menos.

Bronze em Pessoa não veio

agosto 21, 2008

Hipismo é o esporte da aristocracia, das pessoas bem educadas e esclarecidas. Membros da nobreza de diversos países se reúnem, entre um chá e outro, para disputar os jogos olímpicos e derrubar obstáculos sem perder a fidalguia.

Não à toa, é nesse ambiente de lucidez que o bronze é mais valorizado. Prova disse tivemos hoje, quando 7 conjuntos ficaram empatados na terceira posição e tiveram que lutar pela prata numa prova extra.

Estávamos representados por Rodrigo Pessoa, atleta já bronzeado em outros jogos, que montou sem problemas e com poucas faltas. Mesmo impecável, Pessoa acabou em quinto por ter demorado mais que os adversários para completar o percurso.

Uma lástima! Este bronze faria o dia do Brasil menos trágico. Enquanto isso, o país do Balubet de Rouet e da eguinha pocotó segue empacado no quadro de bronzes.

Égua bianca lamentando o dia de maus resultados

Força a mais, força a menos

agosto 21, 2008

Jadel Gregório e a seleção feminina de vôlei são mais duas decepções para o pior dia brasileiro nas olímpiadas.

O time de vôlei perdeu uma chance de ouro no caminho do bronze ao vencer as donas da casa na semifinal. OC time entrou forte e coeso, passando todas as bolas como se quisesse realmente ganhar. Do outro lado, incentivada por uma torcida entusiasmada, a China fez o feijão com arroz da derrota na hora certa – forçou pouco o saque, facilitou no meio de rede e abusou das bolas altas no canto de rede. estratégia que resultou na vaga na decisão do terceiro lugar. Claramente abatidas, as brasileiras precisam levantar a cabeça e enfrentar as americanas na final para evitar a prata.

Jadel pula para ser sexto - que infelizmente não é a soma de dois terceiros. (foto G1)

Já nosso atleta do Salto Triplo simplesmente não achou seu terceiro melhor desempenho. Ele planejava perder força no segundo salto para não acabar na frente, mas abusou da displicência. Jadel Gregório acabou mais longe do bronze que podiamos imaginar: ficou em sexto.

Plantão – Scheidt leva prata polêmica

agosto 21, 2008

Que maré de azar. Nós torcemos, vocês torceram e até a Globo torceu, mas os velejadores brasileiros da classe Star não se controlaram e ficaram com a medalha de prata, manchando vergonhosamente o nosso quadro de medalhas. Toda a experiência de Scheidt – que alguns já proclamavam herói da nação – não foi suficiente frente ao sacolejo dos suecos, que fugiram do vento na hora certa e chegaram em últimos na regata final.

Duro mesmo foi assistir a esse desempenho desastroso depois de ver a dupla, durante toda a semana, bradar aos quatro ventos que ia levar o bronze. Não deu. Em uma louca combinação de resultados amargamos a segunda posição, atrás apenas dos britânicos. Se as areias já choravam a derrota de Renata e Talita, o que falar do mar numa hora dessas?

O destaque fica para a equipe da Globo. Noticiaram o bronze, tocaram a vinheta e penduraram a bronzeada na tela. Um erro de cálculo do narrador e do comentarista, pouco atentos às estratégias dos outros barcos, fez com que milhares de brasileiros pulassem em frente às suas tvs até a correção com resultado real.

Uma pena. A nação fica desolada, em poucas horas perdemos dois bronzes. Esta é a mais triste e longa madrugada dos jogos de Beijing.

Dois ouros e duas pratas em olímpiadas - quando Scheidt vai amadurecer como atleta e trazer um bronze para casa?

Bronze disputado no tapetão

Para fazer sofrer o nosso calejado povo, passamos minutos de verdadeira tortura com a hipótese de mudança no resultado. Os juízes passaram horas discutindo a real posição dos suecos, que caso tivessem chegado em nono e não em décimo, pulariam uma posição e pegariam a prata, nos deixando com o sonhado bronze.

Mesmo com os protestos oficializados pelos nossos velejadores e pressão da torcida brasileira, a direção da regata não alterou a ordem de chegada e o doce gostinho de ter o sexto bronze foi por água abaixo.

Quadro de Medalhas -20 de Agosto

agosto 21, 2008

Antes que mude, apresentamos o tão comentado Quadro de Bronze. A situação brasileira só piora – estamos empatados com um monte de paises que também têm 5 bronzes, o que nos salva é o fato de estarmos zerados em prata.

Confira a briga entre chineses e russos pela segunda posição, observada calmamente pelos lideres estadunidenses.

Restam 4 dias de provas para o Brasil conquistar mais 5 bronzes e atingir a meta. Esperamos que a madrugada de hoje faça parte desta trajetória. Fique ligado! Estaremos de plantão acompanhando a Vela, o Atletismo com Jadel e onde mais houver um dos nosso atletas rumo ao terceiro lugar.

Ao vivo! Volei de Praia valendo bronze

agosto 21, 2008

Estamos acompanhando o jogo de Talita e Renata contra a dupla chinesa na decisão do terceiro lugar. Corrente para frente, Brasil!

Pequeno atraso, mas vamos lá!

4 x 3 – Brasil explora erro da china.

4 x 4 – China empata bloqueando Renata.

6 x 6 – Segue igualdade – impossível fazer comentários em todos os pontos.

8 x 8 – Jogo duro sob a chuva de Beijing.

9 x 9 – Americanas (invejosas), assistem partida esperando a final.

(more…)

A ameaça cubana

agosto 20, 2008

Cubanos mostram fibra de bronze em atuação modesta nos Jogos Olímpicos

Bastou Fidel Castro deixar o poder em Cuba que as coisas na ilha começam a tomar um novo rumo. A antes tão obcecada busca por medalhas de ouro foi substituída por uma filosofia mais abrangente e moderna, onde o que se valoriza é o bronze.

E os resultados já estão aparecendo em Beijing. Enquanto em 2000 os cubanos levaram 11 ouros contra apenas 7 bronzes, na China o desempenho é bem melhor. Por enquanto, são 6 bronzes e apenas 1 ouro.

Uma demonstração desta força veio em recente partida de beiseol, onde os cubanos perderam para a Coréia do Sul, time claramente inferior, apenas para enfrentar a chave mais dura e tombar nas semifinais.

Sabendo do potencial esportivo dos cubanos, é bom estar de olho aberto para não acabar como Fulgêncio Baptista e nossos pugilistas: derrubados por um golpe de esquerda.

O caminho da glória bronzeada passa por aqui

agosto 20, 2008

Estamos prestes a vivenciar um momento histórico para o esporte olímpico nacional. Restando apenas quatro dias para o fim dos Jogos de Pequim, o Brasil apresenta grandes chances de atingir a meta de dez medalhas de bronze (que são quase onze).

Após a consagração bronzeada de Ketleyn Quadros, Leandro Guilheiro, Tiago Camilo, Cesar Cielo e da dupla de velejadoras Fernanda e Isabel, restam cinco terceiros lugares para que a Olimpíada chinesa não termine jamais em nossos corações. Agora é hora de esquecer qualquer tipo de desavença com nossos atletas, ignorar ouros e pratas conquistados anteriormente e concentrar todas as energias para que a estratégia “a 180 km/h com o freio de mão puxado” não falhe no momento certo. Veja quem está perto da consagração do bronze olímpico:

Salto triplo com Jadel Gregório
Com a marca de 17,15m e a nona colocação na eliminatória da prova, Jadel Gregório chega inteiro para buscar um salto próximo de 17,90m na final desta quinta-feira. Segundo o atleta, o índice garantiria um lugar no pódio e a torcida é grande para que seja o terceiro.

Salto em distância com Maurren Maggi
Grande esperança de bronze para o Brasil, a saltadora fez uma classificatória quase perfeita com a marca de 6,79 m, que lhe rendeu a segunda colocação geral. Para a final de sexta-feira, Maurren quer “tirar o pé” diante das adversárias para encaixar o salto bronzeado.

Futebol masculino com os comandados de Dunga
Depois da heróica humilhação na semifinal diante da Argentina, Dunga e sua provável geração de Bronze entram em campo na manhã de sexta-feira diante da Bélgica na decisão do tereceiro lugar Olímpico. Somente uma zebra do tamanho do território chinês pode tirar o sonho bronzeado do nosso peito.

Hipismo com fortes chances no salto individual
Os cavaleiros Rodrigo Pessoa e Bernardo Alves estão classificados para a disputa de medalhas na modalidade saltos individual. A briga pelo Bronze esquenta na manhã de quinta-feira no Centro Eqüestre Olímpico Shatin de Hong Kong. Pessoa pretende “limpar” o ouro conquistado nos Jogos de Atenas e trazer para o Brasil o metal que nos enobrece.

Vela tem na Scheidt e Prada na classe Star
Os brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada mostraram determinação em busca do Bronze. Depois de um início de Olimpíada irregular, o conjunto acumulou três terceiros lugares no último dia de regatas classificatórias e pulou da oitava para a terceira colocação geral. O destino começa a armar uma festa inesquecível em águas chinesas. O Bronze está muito perto.

Vôlei masculino precisa manter irregularidade
Bernardinho sabe que a hora decisiva chegou. Brasil e Itália jogam pela semifinal olímpica de olho na decisão do terceiro lugar. A concentração brasileira é total para evitar erros dourados do passado, manter a irregularidade das últimas competições e perder de mansinho para o sexteto italiano. Todos na torcida por um Giba menos voador nos ataques e por um Serginho menos kamikaze na defesa.

Vôlei feminino quer desbancar donas da casa
Após uma vitória arrasadora diante das japonesas, as meninas do Brasil encaram a China na semifinal olímpica. Não vai ser fácil cair diante das donas da casa, apoiadas por milhões de olhos puxados bem abertos, mas o trabalho das atletas brasileiras foi digno ao longo da competição e será difícil tirar o moedão bronzeado do peito canarinho.

Vôlei de praia masculino é bronze certo
Simplesmente não há como tirar o bronze de Ricardo e Emanuel. Após uma derrota brilhante diante dos também brazucas Márcio e Fábio Luiz por 2 sets a 0 na semifinal, a melhor dupla do mundo é franca favorita ao Bronze em Pequim. O adversários na grande decisão do terceiro lugar são brasileiros de sangue e anti-russos de coração, mas têm poucas chances de estragar a comemoração na arena.

Vôlei de praia feminino encara chinesas
Renata e Talita deram um banho de controle na semifinal e massacraram as norte-americanas Walsh e May ao serem derrotadas por 2 sets a 0. Na grande finalíssima valendo Bronze, a dupla brasileira enfrenta na noite de hoje as chinesas Chen Xue e Xi Zhang. Briga boa na arena e chance de noite inesquecível para o Brasil.

A grande sacada de Bernardinho

agosto 20, 2008

O vôlei brasileiro está em polvorosa. Renata e Talita garantiram vaga na disputa do bronze olímpico. Ricardo e Emanuel disputam o bronze com a dupla de brasileiros que jogam pela Geórgia – o que já nos garante o Bronze Moral. As meninas do vôlei só precisam não ganhar a semifinal para colocar o pé na disputa pelo terceiro lugar.

No maior evento esportivo do mundo, são muitos os nomes que se destacam. Mas Bernardinho, o técnico da seleção masculina de vôlei, é uma promessa de sucesso. A história do vôlei brasileiro se confunde com a história de vida desse homem, que pode se tornar o General de Bronze do volleyball nacional.

Bernardinho: Bondade, Babreza & Beleza.

Conhecido por conduzir a seleção com mão de ferro, Bernardinho vem construindo o caminho para o bronze há anos. Desde o ano 2000, garantiu 17 ouros das 21 competições que participou. Bronze mesmo é mais difícil. Foi só um, na Liga Mundial do ano 2000, ou seja, no século passado.

O General de Bronze, irritado com tantos ouros

O General de Bronze, irritado com tantos ouros

Bernardinho: Sangue, Suor & Saudade.

Mas a história de Bernardinho começa muito antes. Bernardinho era jogador. Participou da seleção que jogou as Olimpíadas de 84 em Los Angeles, e amargou um segundo lugar. Uma colocação que gerou um estigma que mancha até hoje a carreira do nosso grande General: a Geração de Prata.

uma mancha na carreira.

Geração de Prata: uma mancha na carreira.

Bernardinho: Lamenta, Levanta & Labuta.

A seleção de vôlei é a atual campeã Olímpica e Pan-Americana. Uma seleção desacreditada, incapaz de conquistar o bronze. Mas Bernardinho é um campeão. E um campeão não se conforma. Bernardinho já trouxe a prata olímpica para o Brasil. Bernardinho já trouxe o ouro olímpico para o Brasil. Agora, Bernardinho quer dar um passo adiante e conquistar esse título inédito para o país: o Bronze.

Bernardinho: Determinação, Disciplina & Dedicação

Para isso, ele conta com a experiência. E começou a desenhar essa conquista com uma estratégia chamada “O Gato Subiu no Telhado”. Tudo começou com os desentendimentos entre Bernardinho e o ex-levantador Ricardinho. A rusga entre os dois foi notícia no Pan de 2007, quando o povo brasileiro se encheu de esperança, pensando que, dessa vez, talvez o bronze chegasse.

Depois disso, Bernardinho disputou o terceiro lugar na Liga Mundial, que aconteceu dias antes do início das Olimpíadas. Infelizmente, ainda não era dessa vez. Algumas contusões do Giba, totalmente planejadas, alertavam: estamos tentando não passar para a final dourada.

Com Giba fora do terceiro jogo olímpico, o Brasil deixou de ganhar da Rússia, anunciando os novos tempos do vôlei tupiniquim. E no último jogo, Serginho se machucou, preocupando adversário e demonstrando que talvez, realmente, estejamos finalmente preparados para o disputado e inédito bronze.

Bernardinho e um boné do Banco do Brasil.

Bernardinho e um boné do Banco do Brasil.



Bernardinho: Vigor, Veneno & Vitória

O Brasil acaba de vencer os anfitriões chineses, numa partida que valia a entrada para as Semifinais: tempo sagrado de São Bronze. Foram 3 sets a 0. Agora, estamos mais perto do que nunca: basta não passar da Itália.

Bernardinho tem história, tem talento, tem trabalho. Só está faltando sucesso. Mas sem dúvida nenhuma, nenhum outro nome merece, mais que ele, conquistar esse medalha.

Medalha inédita para o vôlei brasileiro.
Medalha sonhada há 24 anos.
Sonho bronzeado, perto de se realizar.

Bernardinho: História, Homem & Herói.

Plantão – Ricardo e Emanuel dão show na areia

agosto 20, 2008

Ricardo e Emanuel conseguiram errar na hora certa para garantir a derrota. (Foto: Terra)

Não é para menos que Ricardo e Emanuel formam a grande dupla do vôlei de praia masculino mundial. Com absoluto controle do jogo, os atuais campeões olímpicos corrigiram os acertos dos Jogos de Atenas e perderam a partida para os também brasileiros Márcio e Fábio Luiz por 2 sets a 0 (22/20 e 21/18), em partida válida pelas semifinais da Olimpíada de Pequim.

Com o resultado, Ricardo e Emanuel avançam para a decisão do terceiro lugar diante da boa dupla de brasileiros Jorge e Renato, que defendem a bandeira da Geórgia. Os naturalizados perderam de forma natural para os norte-americanos Todd Rogers e Phil Dalhausser por 2 sets a 0 (21/11 e 21/13), expondo a incapacidade do Estados Unidos em brigar pelo Bronze.

A semifinal brasileira mostrou a superioridade estratégica de Ricardo e Emanuel. Quando o primeiro set estava empatado em 19 a 19, Ricardo errou acertadamente o saque e deu o set point para a dupla adversária, que não conseguiu controlar o ímpeto vitorioso e encerrou a etapa. Já no segundo set, Ricardo e Emanuel mantiveram uma boa margem de três pontos atrás dos adversários e perderam de forma brilhante.

A grande decisão do terceiro lugar está marcada para as 22h de quinta-feira (aqui no Brasil) e a expectativa pelo Bronze olímpico é grande entre os brasileiros. Feliz com a derrota, Emanuel projetou a partida decisiva com certa parcimônia: “agora, nós temos que limpar a cabeça para pensar no bronze”. Já Ricardo declarou com todas as palavras o desejo de ver o Bronze estampado no peito. “Bronze é uma medalha, é subir no pódio, é uma conquista. Vamos lutar para estar ali”, afirmou.

Plantão – Sonho do bronze naufraga na Maratona Aquática

agosto 20, 2008

Quem acompanhou a maratona aquática chegou a sentir o gostinho de um bronze que não veio. As duas brasileiras na prova, Ana Marcela e Poliana, passaram a prova toda no pelotão da frente beliscando o terceiro lugar. Faltando muito pouco para o final dos 10km, nossas atletas investiram contra as inglesas e chegaram a dividir o terceiro lugar. Era bronze quase certo.

Contudo, quando os brasileiros já preparavam os fogos de artifício e começavam a virar e incendiar carros no centro das cidades, uma atleta russa disparou, deixando todas para trás e colocando nossas meninas no quarto lugar. Mesmo depois de quase duas horas de prova, ainda sobrou fôlego para um sprint final que, infelizmente, não resultou numa medalha.

A modalidade, que estreou esse ano, já mostrou que veio para trazer novos bronzes para o Brasil. Dessa vez fica para Londres, meninas!

Todos os olhos do Brasil em Robert Scheidt

agosto 19, 2008

Após fracassar levando ouro e prata, Scheidt luta pelo tão sonhado Bronze olímpico. (Foto: EGO)

O velejador Robert Scheidt pode fazer história em Pequim. Depois de duas frustrantes medalhas de ouro (em Atlanta 1996 e em Atenas 2004) e uma medalha de prata (em Sidney 2000) competindo na classe Laser, o brasileiro briga ao lado de Bruno Prada pelo sonho do primeiro e inesquecível Bronze olímpico na classe Star.

Na oitava colocação até o momento, o conjunto tupiniquim precisa se manter entre os dez primeiros colocados (restam mais três regatas) para chegar à fase final da disputa de medalhas. A partir daí, a estratégia é melhorar contidamente o rendimento da dupla para cruzar as águas da baía chinesa de Qingdao com o orgulho de ser terceiro.

Robert Scheidt e Bruno Prada perderam 38 pontos até o momento, apenas seis a mais que a dupla francesa Rohart/Rambeau, que ocupa a desejada terceira colocação. Os suecos Loof/Ekstrom, com 23 pontos perdidos, e os britânicos Percy/Simpson, 26 pontos, lideram a classificação geral até o momento e terão que conter o ímpeto vencedor se ainda quiserem sonhar com o Bronze.

A briga promete esquentar nos últimos dias de Olimpíada e os olhos estão voltados para quem merece a conquista bronzeada. Que os ventos soprem (não muito) a nosso favor.

Tropeço tira americanas da briga pelo bronze (Talita e Renata garantidas na disputa)

agosto 19, 2008

O vôlei brasileiro está no caminho certo em Beijing. Nessa madrugada, foi a vez de Renata e Talita garantirem presença na decisão do terceiro lugar com uma derrota de 2 x 0 para a dupla americana. Motivada, a dupla entra como favorita para buscar o bronze frente as chinesas Xue e Zhang Xi – e já se adiantam: “esse bronze vai valer ouro”.

Na modalidade masculina, uma das semi-finais será entre as duas duplas do Brasil, o que garante o Brasil na decisão do terceiro lugar por antecedência. Entretanto, ressalto que o enfrentamento entre brazucas é uma clara tentativa do Comitê Olímpico Internacional de evitar uma decisão do bronze entre brasileiros, o que confirmaria nossa hegemonia no esporte.

Na quadra as coisas também vão bem. A seleção feminina venceu o Japão e pega a China na semi-final. É a hora de perder, fingindo aquela amarelada, e partir pro abraço na disputa do bronze. Para a seleção masculina, a receita é simples: ganhar, perder e ganhar. 3 jogos para a eternidade de bronze.

Sem bloqueios, vamos buscar estes quatro bronzes para abrilhantar nossa participação. Avante, Brasil!

Foto meramente ilustrativa - essa cortada deve ser bloqueada na hora certa

Bromeamos los hermanos

agosto 19, 2008

Perder da Argentina nunca é bom, poderia dizer um torcedor mais fanático. Mas isso é uma opinião do calor do momento, incorreta. Retruco e digo que perder para a Argentina quando estamos armando uma armadilha é ótimo.

Com uma atuação convincente, o Brasil deixou os argentinos fazerem 3 a 0 ao natural e partirem para a final, onde certamente perderão da Nigéria e amargarão a prata.

Por outro lado, os comandados de Dunga estarão no jogo que realmente vale muito – a decisão do terceiro lugar. Nosso técnico mostrou controle do time em todos os momentos, inclusive forçando a expulsão de Lucas e Thiago Neves, quando a equipe esboçava uma reação.

Nosso adversário será a Bélgica, que espertamente tomou 4 da Nigéria. Já vencemos eles na primeira fase e temos a obrigação, como país do futebol, de repetir a atuação.

Como disse Walter Casagrande na copa de 2002: “que venham os bélgicos”.

Faltou vara para o Bronze

agosto 18, 2008

Brasileira diz que não sabe onde a vara foi parar. (Foto: Terra)

Uma estabanada dos organizadores resultou na perda do tão esperado bronze olímpico brasileiro no salto com vara feminino. A vara que Fabiana Murer usaria para saltar 4,55m e encaminhar o salto para a medalha bronzeada sumiu do tubo em que estava guardada. O barraco armado pela competidora – que ensaiou até uma barricada com queima de pneus na pista – não teve efeito sobre a organização. Fabiana ainda tentou saltar 4,65m com outra vara e mostrar que a luta pelo bronze era maior que os percalços vividos, mas, desconcentrada, fracassou nas tentativas e amargou uma despedida sem brilho na competição.

A russa Svetlana Feofanova soube medir seu ímpeto saltador e, com gloriosos 4,75m, subiu no topo mais baixo do pódio, emocionando as milhares de pessoas presentes no estádio Ninho de Pássaro. Descontrolada, a também russa Yelena Isinbayeva ficou com o ouro depois de saltar 5,05m e quebrar o recorde mundial. A americana Jennifer Stuczynski viu o sonho do bronze se desmanchar ao saltar 4,80m e ficar com a prata.

Revoltado com o inesperado sumiço da vara, o presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Roberto Gesta, disse que vai entrar com um protesto contra a organização dos Jogos, numa tentativa de levar o bronze olímpico no “tapetão”. Fabiana e o técnico Élson Souza, no entanto, já consideram a causa perdida e tratam o episódio como um “erro brutal”. Agora resta saber onde enfiaram a vara.

Faltam 5!

agosto 18, 2008

Atingimos 50% da meta, brasileiros e brasileiras. Chegamos na metade da gloriosa estrada dos tijolos de bronze. A medalha na classe 470 veio na hora certa, para servir de incentivo para os demais atletas que ainda disputam medalhas nos jogos de Beijing.

Valeu Fernanda e Isabel, o país da vela agradece de coração por este terceiro lugar. As finais estão ai e só faltam cinco. Rumo aos dez bronzes, que são quase onze.


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