
O maior momento do esporte olímpico brasileiro. Com "ajudinha" divina, Vanderlei leva o Bronze.
É difícil classificar em ordem de importância as medalhas olímpicas brasileiras. Tivemos muitos Bronzes emocionantes ao longo de toda a história dos Jogos Olímpicos, conquistados por atletas diferenciados, persistentes, determinados e moderados. Atletas que ajudaram o Brasil a se consolidar como uma das nações fortes na briga bronzeada. Atletas que, com terceiros lugares inesquecíveis, disseram ao mundo que somos um país que sabe calcular, sabe manter a estratégia, sabe ser contido na hora certa, sabe ser Bronze de verdade.
No entanto, o que dizer de uma medalha de Bronze conquistada com uma “mãozinha” divina, recompensando milhões de corações cristãos que torcem apaixonadamente por nossos competidores? O que dizer de um terceiro lugar conquistado inesperadamente, quando todos já haviam perdido as esperanças? Existem coisas na vida que não conseguimos explicar com o rigor da ciência e, por falta de definição melhor, não precisamos nos envergonhar de dizer que fomos abençoados com um milagre bronzeado.
No último dia da Olimpíada de Atenas, em 2004, o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, na época com 35 anos, roubou as atenções do mundo inteiro ao ganhar a medalha de Bronze na maratona, a prova mais simbólica do atletismo. A tão sonhada medalha não chegou de forma habitual: forças mais fortes do que a mente e os músculos humanos colaboraram para o feito, numa das imagens mais impressionantes que o esporte já proporcionou.
Um pouco desconcentrado, Vanderlei liderava a maratona com uma vantagem de 30 segundos para o segundo colocado, o italiano Stefano Baldini. Perto do quilômetro 36 de prova, o milagre: um ex-padre fanático religioso irlandês chamado Cornellius Horan conseguiu entrar na pista e com mãos mágicas agarrou o brasileiro. Os torcedores que acompanhavam a maratona ajudaram a soltar Vanderlei no momento certo, depois que o italiano e também o norte-americano Meb Keflezighi haviam ultrapassado o brasileiro.
Na chegada ao Estádio Panathinaikos, milhares de pessoas aplaudiram de pé Vanderlei pela conquista do Bronze. O brasileiro comemorou a medalha com direito a aviãozinho, mostrando que mesmo em um dia ruim o sonho olímpico pode ser alcançado com fé e com o desconhecido.
Hoje, as ruas de Pequim serão palco de mais uma edição da maratona olímpica. E lá estarão três brasileiros para repetir a façancha de Vanderlei ao final dos 42,195 km de prova. Marilson dos Santos, José Teles e Franck Caldeira sabem que a nação aguarda um Bronze para fechar a Olimpíada de Pequim com alegria, para repetir uma das imagens mais lindas do nosso esporte olímpico. Que os religiosos fanáticos estejam de olhos abertos entre a multidão chinesa e que o terceiro lugar descanse em terras brasileiras por mais quatro anos.
agosto 23, 2008 às 6:47 pm |
Será que o 3 brasileiros não podem combinar de chegar empatados no terceiro lugar? Sei lá, de braços dados. Assim atingiríamos a meta. Seria meu viadinho mas seria por um bom motivo.
agosto 23, 2008 às 6:51 pm |
Excelente lembrança da mais gloriosa terceira medalha, cuja obtenção marcada pelo inesperado rendeu tanta admiração do universo olímpico que nosso maratonista ainda foi agraciado com o Bronze dos Bronzes, a Medalha Pierre de Coubertin, concedida a pouquíssimos atletas que jamais ganharam ou quiseram ganhar medalhas douradas, levando às últimas consequências o grandiso lema “O importante é competir”.
Vamos com garra (mas nem tanta) Brasil!
agosto 23, 2008 às 8:47 pm |
Correção: ele não foi solto depois de ser ultrapassado pelos atletas que faturaram o ouro e a prata, mas antes, de modo que a verdadeira façanha coubesse a ele mesmo: fosse desacelerando aos poucos para atingir o terceiro posto no pódio.
Mas a segunda parte está correta: quando entrou no estádio ateniense, já era só alegria, porque sabia que não perderia a 3ª colocação por nada: seus adversários já haviam cruzado a linha…
agosto 23, 2008 às 8:54 pm |
Tudo combinado entre o Vanderlei, o Padre Irlandês que já estava avisado, e o Grego que entrou pra socar o padre. Tudo uma encenação pra colocar as coisas no seu devido lugar e não corrermos o perigo de ficarmos sem a esperada medalha de bronze na última prova da olimpíada
agosto 23, 2008 às 9:11 pm |
LETRA DA MÚSICA TERCEIRO, ULTRAGE A RIGOR:
Todo equipado, preparado na linha de partida
Daqui a pouco vai ser dada a saída
Todo mundo nervoso e eu não tó nem aí (O importante é competir!)
Então tá, vamo lá, nem vou me preocupar
Já tá tudo armado pra eu me conformar
Eu vou tentar só pra não falar que eu nem sou atleta
Ia ser legal chegar junto na frente
Mas iam falar que quero ser diferente
Tá bom demais, pelo menos eu não saio da reta
Por isso eu sempre sou
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro!
Pra mim tá louco de bom!
agosto 23, 2008 às 9:11 pm |
Marcando passo vou seguindo sem ser muito ligeiro
Com cuidado pra não ser o primeiro
É bonito, eu imito mas o pódium não é pra mim (Eu não sou a fim!)
Se eu me esforço demais vou ficar cansado
Já dá pra enganar eu ficando suado
Se reclamarem eu boto a culpa no patrocinador
Não botaram fé porque não ia dar pé
Não ia dar pé porque não botaram fé
De qualquer forma eu pego um bronze porque eu gosto da cor
Por isso eu sempre sou
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro!
Pra mim tá louco de bom!
agosto 24, 2008 às 2:00 am |
infelizmente, nos controlamos demais desta vez.
ao menos não tiver a infelicidade do ouro!
agosto 24, 2008 às 2:25 am |
É parece que o nosso tão sonhado bronze da maratona não veio e o vanderlei vai ter que passar o titulo que defendia para o etíope Tsegay Kebede, 2h10min00s.
os unicos brasileiros que disputavam o cobiçado bronze abandonaram, Franck Caldeira parou antes dos 25 km, e Marílson dos Santos, antes dos 35 km. o unico que pernaneceu, José Teles ficou na 38ª posição.
Vanderlei cordeiro vc continuara sendo o nosso eterno campeão
valeu Brasil!
que venha Londres, e o sonho dos dez bronze (quase onze) continuara.
agosto 24, 2008 às 3:41 am |
moro nos EUA, e aqui durante a transmissao, o bronze de vanderlei foi lembrado… na reportagem eles enatecem a comemoracao do brasileiro por ter perdido a corrida, mal ele sabe que no brasil nos valorizamos o bronze mais que qualquer coisa… otarios sao eles que contam ouros…
agosto 24, 2008 às 8:45 pm |
Apenas um comentário a respeito do Bronze do Vanderlei em Atenas. Na coletiva após a prova, o italiano ficou irritado pq a imprensa só queria saber do Bronze, a verdadeira medalha da maratona.
novembro 10, 2010 às 4:36 pm |
É lamentável, pois essa prova para nós brasileiros seria OURO. Não consigo entender como uma pessoa pode impedir um atleta durante a prova. Bom agora torcer para que novas pessoas como o Vanderlei defendam o Brasil e sem que um fanático impeça de nós brasileiros tenhamos o que sempre merecemos: As medalhas de ouro!
setembro 16, 2011 às 8:08 pm |
Sugiro BANIR esse Fabiano Galo de comentar.
O negócio aqui é BRONZE.
Nada de ouros ou pratas.
Dale Bronzillll!!!